14 de agosto de 2010

Lovely PD II

PD: Puta fome, viu!
R: É, eu também.
PD: Vou pedir algum lixo aí. É o jeito, estamos sem fogão.
R: Putz... Bem, eu vou acabar no miojo mesmo.
PD: Bem que eu queria. Sabe, aqui até tem microondas, mas comida de microondas, você sabe, é comida de astronauta. Qualquer comida no microondas fica astronáutica.

Lovely PD

PD: Ah, eu não passo músicas porque você não tem áudio no computador. E também, tenho preguiça de pensar.
R: Agora eu tenho celular.
PD: Então passarei muitas coisas!
R: Ok, brincadeira, não se sinta obrigado a pensar.
PD: Não pensarei. Apenas passarei músicas como se não houvesse amanhã.
"'Conviver', ultimamente, tem mudado para 'sobreviver'"

S.

Cheshire's Game

A respeito de Risonho, já conversei muitas vezes com Pagu. Fizemos confissões.
Ontem, na sexta-feira 13 (o dia do capeta) de agosto (o mês do cachorro louco), eu passei a entender a relação conturbada P x Risonho. Agora, também, R x Risonho.

Olhei para cima e lá estava ele, escondido atrás da gargalhada, como sempre. O interessante é que ele engana. E muito. Sorrindo (obviamente, já que é o Risonho), ele atrai muito facilmente. Seu sorriso é um anzol e uma lábia forte. Risonho atrai para perto sonhadores e ingênuos, além de alguns otimistas. Estúpidos otimistas. Ele camufla o sarcasmo com uma pitada de simpatia.

Agora, imagine-se a olhar para Risonho e sorrir de volta com a plena certeza de que o pequeno lhe quer bem.

Você está errado. Repare: É puro deboche. É pura amargura. Lá do alto, num lugar confortável, Risonho escarnece dos terrenos, sabendo que todos são loucos e que, como Dr. Robert, ele já passou do que está acontecendo para o que já se foi.

Enquanto você se deixa ser tragado pela capciosidade em peçonha, Risonho está mesmo é se esperando para cuspir na sua cara, otário.

R, preparando-se para virar X

PS: Algumas pessoas me questionaram sobre este post. Então, se quiser entender, olhe para a lua crescente/minguante.
"É que no filme tá mais pra 'procurar uma palha no agulheiro', sabe?"

B.
"Cara, odeio isso, sabe? É como dizer 'O meu quiabo não tem baba'. Tipo, foda-se, eu não gosto de quiabo. Às vezes te oferecem merda e você diz que 'não, obrigado, não gosto de merda'. E aí eles dizem 'Ah, mas dessa merda você vai gostar, essa merda aqui é boa'. Porra, não gosto de merda!"

N.
RR: Você viu aquela foto da Jackie? Aquela em que ela está com a testa franzida?
R: Aquela em que ela está sentada no chão?
RR: Essa mesmo.
R: Claro. Fui eu que tirei.
RR: É uma foto triste.
R: Deve ser porque ela não gosta de fotos.
RR: Ah, é?
R: É.
RR: Mas é triste. Ela está com os olhos baixos, parecendo ter uma dor que pesa na alma.
"Isso é uma caralhada!"

C²
Sem volta....
Isso é um mar sem retorno.
Onde não me importo
Nem um pouco em atravessar.




Por favor não leve a mal, eu só quero que você entenda que é tudo recíproco por aqui.
Jackie

Aos 21

Sinto falta e me deito. Viro e desviro. Algo esta faltando... Biológico, químico, físico.
Os ponteiros estão altos e rápidos. Tão lentos que mal consigo acompanha-los.
Me desculpe se sou um peixe, mas é que a dama de vermelho deve se privar de si mesma em certas ocasiões.
Peixes zeram rápido. Darei eu a pitada tão cedo assim? Como respirar, como vencer... Expirar. Sinto falta, os ponteiros batem, o vento na janela canta para me ninar, mas o que fazer...
Se não estou no mar?

"There is so many ways to act,
there so many shades of black."



Jack

13 de agosto de 2010

Borboleta Metaleira

Outro dia conheci uma borboleta.

Eu estava apenas indo para o quintal,
prestes a cortar a grama, quando a bela borboleta veio
e pousou sobre o meu dedo.


Então perguntei o que ela queria.

Ela disse: "Traga o metal dos anos 80 de volta".










Realmente sinto que fui visitado por um anjo aquele dia.




Keep Rocking.










Fases da vida.

Achei interessante.

12 de agosto de 2010

"...Desta forma, te amar é como nunca ter amado..."

Podem me dar uma bronquinha de leve, mas eu afirmo sem pensar naquelas intrigas e naqueles sentimentos típicos de quem lê muito e fica com a cabeça na lua, que é bom demais ouvir isso de alguém, ainda mais quando é mútuo.

P.
Eu sei, Pagu, é egoísta. Fiquei feliz por você, mas eu só tive um certo alívio pelo fato de eu não ser agora a única inacessível, indisponível e ausente. Ou talvez você não se torne nenhum dos três.

Sem Título. Frustante, não?

É frustrante.
Por dias a fio, tens sido uma solitária razão para eu vir aqui, já que pouco tenho a dizer. É raro eu ter habilidade na hora de apertar todas essas teclas e expressar com clareza, ou expressar, simplesmente, o que comigo mesma é tão mais fácil entender.
Frustrante.
Há tempos tenho teu rosto cravado em minha pálpebras. Pra ser sincera, teu rosto comum não atrairia mil olhares por aí, mas o que há de admirável em ti — que não é pouco — o reveste por inteiro e o torna insuportavelmente belo. E há tempos, não o tenho sob a vista.
Frustrante.
Não tens a mera consciência da minha presença.

"The sweetest of words have bitterest taste"

VIP

Li tudo. Li até a última reticência. Entretanto, o fato de eu não estar lá dentro, dentro da sua cabeça, o fato de eu não ser algum neurônio teu, me impede de compreender-te completamente.

Comecei a criar um glossário só para entender você.

Porque cê sabe, aqui você é VIP.

R.

By Tara McPherson

R - Vi você hoje
P - Ahn?
R - Na minha cabeça...Tava tão linda.
P - Eu apareci sem permissão assim?
R - Ah, aqui você é vip ;)
P - hihihih ♥

Ai ai

Death

"I picture my own grave
'Cause this fear's got a hold of me

That's why everything's got to be love or death"

White Lies
Amo como mexe no meu cabelo, e me deixa confusa.
Amo como me faz esquecer de tudo.
Amo o modo como tu respira.
Amo como pensa antes de falar.
Amo, como mesmo assim sempre acaba falando demais.
Amo como se exalta, e se arruma.
Amo teus olhos e o modo como eles parecem sempre me seguir, e perseguir, olhando por mim, os buracos e cachorros no caminho.
Amo até os postes, esquinas e ponteiros que teimam em nos separar...
Porque a volta é sempre mais forte.
Tu também surgiu do nada guri.



Jack Bixinha
-Ah... Como assim?! Eu sou um garoto puro...
-Haha puro sem gelo, né?

J

10 de agosto de 2010

Herinnering

— Renato, o que é reminiscência? — perguntei-lhe sentada na poltrona verde da sala, rodeada pelas paredes brancas e pelos vasos coloridos. Estava havia um certo tempo observando o mundo alheio pela janela do nosso apartamento, no quarto andar, vendo o céu escurecer enquantos as luzes dos apartamentos de outros se acendiam. Meu copo de chá gelado suava e escorregava-me da mão.
— Ah, Cibele, procura no dicionário! — Renato ralhou, mal-humoado, apoiando as mão no balcão da cozinha; eu podia ver seu reflexo no vidro da janela ao alternar minha visão entre ele e os carrinhos de pipoca na avenida. Provavelmente, o motivo por trás de sua irritação era o chefe. Era quase sempre culpa do chefe.
— Já procurei — eu lhe disse, tentando enxergar mais a rua que seu reflexo. Agora eu também via os semáforos — verde, amarelo, vermelho, de novo e de novo —, as prostitutas, os rabiscos nos muros, as lanternas traseiras dos carros, os faróis baixos e as bancas de jornal.
— E então, não achou? Você não sabe consultar o dicionário?
Decidi ignorar seu sarcasmo. Não era sempre intencional. Não era sempre culpa minha.
— Dizia apenas: "lembrança indecisa, recordação vaga".
— É claro, não é definição suficiente — ele afirmou, sarcástico outra vez. Dessa vez, era minha culpa, ele já me conhecia.
— Não... Ouça: Reminiscência. É uma boa palavra. Encorpada, grande, bonita. Não achei algo condizente no dicionário, nenhuma boa imagem.
— Você e suas manias... — ele riu, resignado. — Será que toda palavra deve ter uma fotografia que combine com ela, só para fazer você feliz?
— No meu mundo, sim. No meu mundo, som e imagem se completam. Fala, Renato, você sabe ou não sabe o que é reminiscência?
Renato demorou a responder. Ouvi um suspiro. Vi seu reflexo desaparecer da moldura da janela. Virei meu pescoço em sua direção.
— Aonde você vai?
— Você não queria um complemento para as palavras do seu mundo? Estou indo buscá-lo.
Ele não esperou que eu respondesse, apenas continuou a curta caminhada até o quarto.
Eu ouvi o guarda-roupas ranger — culpa do tempo e da nossa fata de delicadeza — e as gavetas serem reviradas. E então, Renato voltou com uma caixa de sapatos nas mãos. Esperei. Ele veio sentar-se sobre a mesa de centro, de frente para mim, e entregou-me a caixa, trocando-a pelo meu copo de chá. Antes de pousar o copo sobre a mesa, ao seu lado, deu um gole.
— Não vai abrir? — ele perguntou.
— O que tem aqui dentro?
— Reminiscências — ele disse num tom de obviedade. Ao esperar, perdeu a paciência e removeu a tampa da caixa, colocando-a entre o cinzeiro de cobre e meu copo. Nosso copo. Olhei para o interior da caixa.
Eram tantas coisas que elas pareciam não caber ali dentro. Muitas coisas: pedrinhas de beira de praia, não podia me lembrar de qual praia; papéis de bombons que já não eram fabricados, entradas de cinema e de teatro, cartas, recortes de revista, maços de cigarro vazios, lápis — de olho e de escrever, com ponta e sem ponta; desenhos, bilhetes, anéis, fotografias. Muitas fotografias. E etc.
Observei cada objeto. Todos me lembravam alguma coisa e, ao mesmo tempo, não me recordavam de nada. Alguns me traziam felicidade, outros, melancolia. Não sabia o motivo. A maioria me fazia pensar em flashes amarelados, como papéis velhos ou lâmpadas incadescentes.
Enquanto isso, Renato sondava cada mudança de expressão do meu rosto.
— Consegue ver? — ele indagou.
— Então... Isso é que é reminiscência?
— Está vendo? Vendo aquilo não se pode ver? Quero dizer, que não se pode ver com clareza? Por isso o dicionário não define direito.
— Por isso o quê?
— Reminiscência não é só uma memória quase apagada. Essas cores são tão efêmeras e etéreas que chegam quase a ser uma droga. Isso aí que você tá vendo é quase feito ácido...
— É, posso sentir.
— Reminiscência também é uma espécie de... Sentimento. É um sentimento de cores diferentes.


[Ana Cecília]

R.

Em momento bicha.

Schilderachtig

Ao despertar, notei o frio intenso.

A primeira imagem que me veio à mente:

Ele, sereno & soturno, acompanhado por uma garrafa de Olmeca e um Cohiba; ou quem sabe um bom Tullamore Dew e um fino Partagas. O rosto inexpressivo, indiferente à noite — não por não gostar da noite, mas por ela lhe ser tão familiar. O resto do corpo contraído sob as roupas comuns em relutante agonia por culpa da umidade da plena escuridão. Ainda assim, pouco se revela em seu rosto. Ele continua sereno & soturno. Inexpressivo & indiferente.



Intocável & Fascinante.



R.
"Since I was born I started to decay
Now nothing ever ever goes my way"

Teenage Angst, Placebo

The Book (O Livro)

I read your book
Eu li o seu livro
And I find it strange
E eu acho estranho
That I know that girl
Que eu conheça essa garota
And I know her world
E conheça seu mundo
A little too well
Um pouco bem demais

And I didn't know
E eu não sabia
By giving my hand
Que por estender minha mão
That I would be written down
Eu seria escrita
Sliced around, passed down
Cortada, passada
Among starngers' hands
Pelas mãos de estranhos

Three days in Rome
Três dias em Roma
Where do we go?
Para onde é que vamos?
I'll always remember
Sempre me lembrarei
Three days in Rome
De três dias em Roma

And never again
E nunca outra vez
Would I see your face
Verei o seu rosto
You carry a pen and a paper
Você carrega caneta e papel
And no time and no words you waste
Sem desperdiçar nem tempo nem palavras

Oh, you're a voyeur
Oh, você é um voyeur
The worst kind of thief
O pior tipo de ladrão
To take what happened to us us
Por tomar tudo o que conosco aconteceu
To write down everything that went on
Por escrever tudo o que ocorreu
Between you and me
Entre você e mim

And what do I get?
E o que faço?
Do I get revenge?
Me vingo?
While you lay it all out
Enquanto você publica tudo
Without any doubt
Sem a menor dúvida
Of how this would end
De como isso acabaria

Sometimes it goes
Às vezes isso passa
And sometimes we come
E às vezes vimos
To learn by mistake that
A aprender pelo erro que
The love you once made
O amor que um dia você construiu
Can't be undone
Não pode ser desfeito

Oh, three days in Rome
Oh, três dias em Roma
I laid my heart out,
Eu abri meu coração,
I laid my soul down,
Eu entreguei minha alma,
I'll always remember
Sempre me lembrarei
Three days in Rome.
De três dias em Roma.

Sheryl Crow

Pagu pediu a R.
"So tell me what do I need
When words lose their meaning"

Sweetness, Jimmy Eat The World

Non, je ne regrette rien

Pode passar, ignorar e partir. Pode me deixar e criticar. Não me importo mais. Não entendo o que se passa, pois ainda sou a mesma. Não entendo o preconceito nem o olhar torto. Mas não me importo. Não mais. Sou mesma, a criança que andava no teu carro, que passava as tardes na piscina, e se enrolava nos teus tapetes. Pode gritar comigo e dizer que estou errada, mas o pior ainda é o teu silencio e tua apatia. Se te desapontei não foi por querer. Sei que ultimamente ando tropeçando nas etiquetas dos tapetes, mas tu que sempre sofreu a angustia das pequenas coisas insignificantes, não percebe... Não vê que estou melhor, e exatamente onde devia estar? Será que toda essa repulsa é medo? Medo por ela. Somos diferentes, não se preocupe. Não peço que me aceite como estou. Mas da próxima vez que passar com teu carro, não me ignore tanto. Pois agora eu me importo menos, mas ainda és um certo alguém para mim. Não me arrependo. There are worse things I could do.
Non, rien du rien. Non.... Je ne regrette rien.... Tout ça m'est bien égal!



Jackie
[Piaf]
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- e.e. cummings

livingpoetry.blogspot.com

Eu não sei se já ouviram falar daquelas meninas com nenhuma idade suficiente pra fazer as coisas que fazem, apesar de serem coisas simples para elas. Lêem algumas coisas incomuns, tem como motor principal músicas, muitas aliás. Tudo o que imaginam e fazem, ora as faz felizes, ora, as destrói. Há o superior, interior, externo, o sub, o intermediário; mas há tudo, às vezes. Não sustentam ninguém, e apesar de serem par, não simpatizam com os pares, nem nos relacionamentos individuais, são bem mutáveis. Inventam codinomes e um novo vocabulário, apenas por não serem livres, são menos livres do que as pombas e não param de fazer de tudo, linhas extensas de pensamentos. Não chegaram ao ponto do confortável silêncio constante... Só entre elas. Não aprenderam a fumar, mudar, beber, deixar o cabelo crescer e a trabalhar, mas ainda esperam, qualquer coisa, pois teem as nucas, os pés e HOME SUIT HOME.


P.

Café/Coffe/Cafo/Kaffe

Hoje uma conversa que não era minha me lembrou uma antiga indagação nossa. Se lembram? -Logo que começamos a nos ver, talvez na primeira vez de verdade que fomos para casa... -
"O que é o café?" [rsrs]
Prometemos que discutiríamos sobre isso, não é mesmo? Pois então se é o grão DE CAFÉ, e o pó DE CAFÉ, o que bebemos? Agua DE CAFÉ? Se todos são DE CAFÉ, café então seria a planta... Então não bebemos café. Bebemos a agua do pó de café. Ou não.



Mais uma: Quando estamos sentados temos o colo (que crianças sentam e etc...), mas e quando levantamos? Não é mais colo, é só perna, coxa.... Para onde vai o colo? Some? Pois então se o colo hora existe hora não. Digo que ele não existe nunca. Sim.
Quanto mais queijo menos queijo.
Oh, sonora audição colorida do aroma.


(Alphonsus de Guimaraens)
Relaxa Baby, ainda temos a nuca e os pés intactos...
E muito tempo

9 de agosto de 2010

Hank...

...exista.














Por favor.

They Taste Better

Light it up
Devour it,
Enjoy it
And stink
Because of it.

Although I'm able to
I may not mean to.
Don't wanna avoid it.

R.

Ou, a quem preferir:
.
Acender-te,
Tragar-te,
Saborear-te,
Feder por ti.
.
Posso ser capaz,
Porém não pretendo,
Não quero evitar.
.
R.

Faça O Que Eu Digo...

Não sei bem qual o problema.
Não sei se é coisa de progenitora ou coisa de mulher. Não sei se é a meia idade ou se é o trabalho.

Ao conformar-se sobre o cigarro, passou a falar do café. Quando diminuí o café, decidiu que eu devia tirar pó dos meu pertences depois das sete da noite, após o trabalho, que vem após a escola. Assim que passei a remover o pó — que incomodava somente a ela —, queria que eu a ouvisse (isso significa horas de apenas introdução de assunto). Quando eu me distraía ao ouví-la, passou a reclamar da atenção que dedico mais a outros que a ela. E então resolveu voltar a falar do cigarro.

"Se você não fizer isso, não terá aquilo";
"Faça simplesmente porque eu mandei";
"Fale 'pianinho' comigo";
"Faça alguma coisa sem que eu tenha que mandar";
"Não questione, eu posso falar palavrões, você não".



Tudo bem.


Dirija-se ao estrume.
R.

8 de agosto de 2010

Ferro na Boneca

Não, não é uma estrada, é uma viagem.
Tão, tão viva quanto a morte.
Não tem sul nem norte nem passagem.
Não olhe, ande.
Olhe, olhe, o produto que há na bagagem.
Necas de olhar pra trás.
É quente com veneno.
É pluft, pluft, pluft, pluft, pluft.
É ferro na boneca, é no gogó nenê.



Ferro na boneca, Novos baianos.
Interpretaçaõ de metro.
"Caçar agua viva"
Fique pela luz.
Mas mesmo no fim do tunel, não vá para ela.
Curta a caminhada.
Tropece um pouco para não cair.
Não preste muita atenção no caminho.
E se puder... Fale com alguns estranhos.
Por aí...
Certa vez, a ONU resolveu fazer uma pesquisa em todo o mundo enviando aos representantes de cada país uma carta com a seguinte questão:

"Por favor, diga honestamente qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo".

No fim das contas a pesquisa foi um grande fracasso. Por quê?

Nenhum dos países europeus podia compreender o conceito de "escassez"; os africanos não entendiam o conceito de "alimento"; os cubanos pediram maiores explicações sobre o que era "opinião"; os argentinos não tem noção do significado de "por favor"; os norte-americanos não possuem nem uma vaga ideia do que seja o "resto do mundo"; o congresso brasileiro está até hoje debatendo sobre o que é "honestamente".

Outra piadinha básica contada por N.
"Apertei o botão do mouse como se ele fosse explodir a terra"

R, explicando para Pagu por que é que amor platônico dói.

Lovely Hank III

— Por isso você é meio louco. Não teve amor. Todo mundo precisa ser amado. Isso arruinou com você.
— As pessoas não precisam de amor. Precisam é de sucesso, de uma forma ou de outra. Pode ser que seja no amor, mas não necessariamente.
— A Bíblia diz: "Amai ao próximo".
— Isso poderia significar algo como "deixe-o em paz". Vou sair atrás de um jornal.

p. 101

Lovely Hank II

"Foi bom, foi quente; pensei no céu azul e em praias amplas e limpas, porém ao mesmo tempo foi triste — faltava, na certa, algum sentimento humano que eu desconhecia ou com o qual não sabia lidar"

p. 73

Lovely Hank

Deitei na cama, abri a garrafa, dobrei o travesseiro nas costas para ter um bom apoio, respirei fundo e sentei na escuridão olhando pela janela. Era a primeira vez que eu estava sozinho em cinco dias. Eu era um homem que se fortalecia na solidão; ela era pra mim a comida e a água dos outros homens. Cada dia sem solidão me enfraquecia. Não que me orgulhasse dela, mas dela eu dependia. A escuridão era como um dia ensolarado pra mim. Tomei um gole de vinho.
Subitamente o quarto se encheu de luz. Houve um estrépido e um rugido. A linha elevada do trem passava ao nível da minha janela. Havia uma estação do metrô ali. Olhei para a fila de rostos nova-iorquinos, que me olharam de volta. O trem se demorou e, então, partiu. O quarto ficou escuro. Logo voltou a encher-se de luz. Outra vez olhei para os rostos. Era como uma visão do inferno contantemente repetida. Cada novo carregamento de rostos era mais feio, demente e cruel que o anterior. Bebi o vinho.
Aquilo continuou: escuridão, depois luz, depois escuridão. Terminei a garrafa e fui em busca de mais. Voltei, tirei a roupa, retornei para a cama. As partidas e chegadas dos rostos continuavam; era como se eu estivesse tendo uma visão. Eu era visitado por centenas de demônios que o diabo em pessoa não podia tolerar. Bebi mais vinho.

Bukowski, Charles. Factótum. Tradução de Pedro Gonzaga. São Paulo: L&PM Pocket, volume 624, 2009, p. 32-3.
"O antagonismo provoca crescimento"

"Os pricípios não são inflexíveis, mas você deve tê-los"

R de Rudi

There's Nothing You Can Do That Can't Be Done

R.

Na minha cabeça, a palavra era "Lar".

R.

"Puta que pariu. Intimidade é uma merda mesmo, né? Agora sou completamente previsível"

N.

Certamente, Era Um Caroço

Depois da uma da manhã, eles baixam as portas pra todo mundo poder fumar do lado de dentro.
Estava cansada, caí no sono no peito de R de Rudi. Acordei com o garoto tocando violão. Mas ele era um pêssego tão tímido... Não quis cantar.

E tinha caroço.

Era caroço.

R.
R: Putz, to com sono.
R: Ah, bebê...
N: O quê? O bebê não aguenta beber? [risos] Caralho, olha essa neblina.
C²: Isso é Londres, amor.
N: Ah, é... A gente tava num pub, sabe...
R: Sabe, aquela música do canceriano sem lar é do Blues Etílicos.
N: Nada! É do Raul.
R: Blues Etílicos.
N: Quer apostar uma costela?

Óbvio

Numa sala de aula cheia de pessoas de diferentes classes sociais, um aluno interrompe as explicações do professor e quer saber:
— Professor, o que é óbvio?
O professor, confuso com a pergunta e procurando uma maneira de respondê-la, sabe que outros alunos ali podem fazer isso. Ele pede voluntários para formular uma frase que esclareça o que é óbvio. A primeira voluntária é uma aluna de classe alta.
— Bem, professor, hoje eu acordei me sentindo ótima, porque meu colchão é maravilhosamente macio. Tive um farto e saboroso desjejum e então olhei para a entrada da minha mansão e notei que a Mercedes do papai estava na garagem. Então pensei: "É óbvio que papai saiu de Audi hoje".
O segundo voluntário era um aluno de classe média.
— Sabe, professor, hoje acordei mais ou menos, porque meu colchão é meio duro. Antes de sair de casa tomei um café com leite e um pão com manteiga e reparei que o fusquinha do mei pai estava na garagem. Então pensei: "É óbvio que meu pai foi trabalhar de ônibus, deve estar sem dinheiro pra comprar a gasolina".
Por fim, mais um voluntário, de classe baixa.
— Ah, professor, hoje eu acordei mal porque eu não tenho um colchão. Fui procurar alguma coisa pra comer, mas não havia nada que eu pudesse mesmo comer. Então resolvi sair e, do lado de fora, eu vi minha avó subindo a ladeira com um jornal embaixo do braço. Então pensei: "É óbvio que a velha vai cagar — ela não sabe ler".

Piadinha básica contada por N. Autor desconhecido.
Há livros se amorenando na minha sacada.

P
V: Tem coisas que ficam melhores de serem feitas no frio.
J: Tipo?
...
V: Assistir um filme no sofá acompanhado.
J: Sim... Com cobertor...
V: Exacto. Saudades....
J: De um cobertor?
V: Depende, você no tempo livre trabalha como um?

6 de agosto de 2010

Tempo livre. Que coisa mais estúpida.

Tive hoje cinquenta minutos livres a mais que o normal.

Não se preocupem comigo — além de meus fones pequenos, Charlie me fez companhia com seu coleguinha, Henry. E sabe? O fato de odiarem gente de verdade só os torna mais fascinantes pra mim.

A única coisa é que... Acho que estou me 'misantropando'.

R.
"Oh, God, now when's the time for me
When will you see me through?

Oh, God, my mind is eating my heart out
Oh, God, my heart is beating my mind up

Oh, God, I can't believe in you
Just because I'm afraid you're true"

Ida ♥
"Small, simple, safe price. Rise the wake and carry me with all of my regrets.
This is not a small cut that scabs and dries and flakes and heals. And I'm not afraid to die. I'm not afraid to bleed, and fuck, and fight... I want the pain of payment.
What's left but a section of pigmy size cuts, much like a slew of a thousand unwanted fucks?
Would you be my little cut? Would you be my thousand fucks? And make mark leaving space for the guilt to be liquid? To fill and spill, over and under my thoughts...
My sad, sorry, selfish cry out to the cutter... I'm cutting trying to picture your black, broken heart.
Love is not like anything. Specially a fucking knife"
Robert 'Motherfucking' Edward McCracken