11 de outubro de 2010

4:20 A.M.



[...] If you close the door, the night could last forever.
Keep the sunshine out and say hello to never. [...]
But if you close the door, I'd never have to see the day again.
If you close the door, the night could last forever,
Leave the wineglass out and drink a toast to never. [...]
But if you close the door, I'd never have to see the day again.
Dark cloudy bars, shiny Cadillac cars
and the people on subways and trains
Looking gray in the rain
As they stand disarrayed.
All the people look well in the dark.
And if you close the door, the night could last forever.
Leave the sunshine out and say hello to never.
[...]
(Velvet Underground - After Hours)

[...]
Se você fechar a porta,a noite poderá durar pra sempre.
Deixe a luz do sol se de fora e diga oi para o nunca. [...]
Mas se você fechar a porta, eu poderei nunca mais ver a luz do dia de novo.
Se você fechar a porta, a noite poderá durar pra sempre.
Deixe o copo de vinho se esvaziar e faça um brinde ao nunca. [...]
Mas se você fechar a porta, eu poderei nunca mais ver a luz do dia de novo.
Festas em bares escuros, Cadillacs reluzentes
e as pessoas nos trens e metrôs
Parecendo cinza na chuva
Como se estivessem desordenadas
Todas as pessoas ficam bem no escuro.
E se você fechar a porta, a noite poderá durar pra sempre.
Deixe a luz do sol se extinguir e diga oi para o nunca.
J
obs: Pra quem não sabe.... O ponto vermelho na foto é a Jackie num onibus de "manha" indo embora de casa.

10 de outubro de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=erB0bERKTlo

Cool and NumbDumb Lines From "Employee Of The Month"
.
— Nossa, você teve mesmo um dia péssimo. Não acredito que os pais dela estavam lá quando ela fez aquilo... É tão estranho.
— É mesmo, não é?
— ...
— ...
— Você quer um boquete ou algo assim?
— Tô legal, obrigado.
— Você não quer transar?
— Sabe, isso é muito gentil, mas... Não acho uma boa ideia.
— Você pode gozar nos meus peitos se quiser.
— Você sabe, eu adoraria, mas acho que vou deixar pra próxima.
— Tudo bem.
— Er... Whisper, você tem namorado?
— Tenho.
— O que você faria se ele estivesse transando com outra garota?
— Eu... Acariciaria os seios dela?
— Não, eu quis dizer sem você lá.
— Oh...
— É, se descobrisse que ele está traindo você com outra mulher. Você gostaria que ele explicasse por que fez aquilo? Ou você não se importaria?
— Bem... Ele está apaixonado por ela?
— Isso importa?
— Eu acho que sim. Quero dizer... Prefiro que meu namorado transe com alguma garota pelas minhas costas e esteja apaixonado por mim, porque se ele está tranasndo comigo e está apaixonado por ela, é muito pior. Transar é algo que você faz, mas amar é algo que você sente. Pra mim é totalmente diferente. Sabe o que eu quero dizer?
— Sei... Qual o nome do seu namorado?
— Denis Trent.
— Então ele tem dois primeiros nomes?
— E daí?
— Só uma observação. Você está apaixonada por Denis Trent?
— Completamente. Você está apaixonado pela Sarah?
— É, acho que sim.
— E então, como você conseguiu essa queimadura?
[...]
"Foi Jesus Cristo quem me contou..."


Ah, vai te catar.
M: Putaqueopariu, ainda vou brigar com alguém hoje.
T: Nada... É porque você ainda não comeu hoje.

estive a aceitar amoras minhas

estive a colher amoras tuas


J.E,

Não acho nem um pouco estranho que goste de fazer o que faz... Mas eu sou supeita pra falar.
Muita gente me pergunta: "Mas e aí? Vai morrer de fome? Vai dar aula? Vai traduzir, revisar?"
E eu faria cada uma dessas coisas, ou todas elas. Coisas complicadas que não o deveriam ser.
Esse reconhecimento que você citou também é um combustúvel muito potente — é sim o mais importante.
Só tem uma pedrinha no sapato: é algum fulano diluindo seu combustível com burocracia. Mas ele sai perdendo, já que nem isso lhe tira o prazer...

Só quis dizer que entendo.

R.

defuntoautor.blogspot.com

PS: ficamos todas com inveja desse suco/água/refrigerante. Ex-alunas têm direito também?
"Nossa, filha, é coisa do capeta. Sabe, me tirou um peso das costas que o Y* tenha assumido tudo e a minha opinião mudou em muitos aspectos. Mas a sua madrinha me veio com uma conversa no dia que você ia encontrar a Pagu... Você disse que ia se encontrar com ela no metrô e aí ela veio falando de um casal de meninas, sabe, tipo sapatão, que ficava se agarrando lá no meio do vagão. Eu não consegui dormir a noite toda, só pensando nisso, em você, em vocês..."

Ah, mãe, você é tão engraçada.


*frequenta as mesmas aulas que a minha mãe,
recentemente descobriu ser bissexual
R.
"[...]Às vezes, no entanto, não sei se gosto disso unicamente por me sentir incompetente para fazer qualquer outra coisa. Mesmo para as coisas que amo: nenhum poema que escrevo é digno de se tornar público, a pesar de gostar muito de música não 'tenho ritmo' e meu olhar é prejudicado (o que me impediria de trabalhar com cinema)."

J.E. Ferreira, o Grande Alterego de R
Queridos amigos, vocês foram intitulados "hippies" pela minha tia, fiquem a vontade pra gostarem disso ou não, afinal ela nunca viu vocês... Essas intuições...

eU e meuS miguXos esTranHos, nA Bad


Brincadeiras a parte, afinal cada dia somos uma coisa.

p

Memórias de um momento de delícias; pagu&tio 10.10.10

(I) Tio olha pra um recipiente cheio de incensos em cima da minha mesa:
- Oh, várias varetinhas, tem uns caras lá da oficina que diz que é de macumba... Quando eu quero espantar o Cláudio já logo acendo uns três.

(II) Coloquei Aqualung pra ver se ele conhecia:
- Essa música sempre tocava nos salões de rock...Num tem jeito, não tem como desaparecer com a grandiosidade dessas músicas...

(III) Dessa vez, ouvindo Call on me:
- Joplin! Quando começava alguma música da Janis, as meninas corriam tudo pra dentro, abandonavam os homens lá fora...A Regina gostava tanto, queria ser a própria, tenho umas cartas que ela assinava como: Rê Joplin...




(IV) Contando de uma das muitas viagens que ele costuma fazer, ele, a moto e só.
- Quando eu vou pra Paranapiacaba, passo nos museus, fico vendo as casinhas imaginando quem já morou lá um dia, é gozado né...

9 de outubro de 2010

"I don't wanto to learn what I'll need to forget"

Does'n Remind Me
"You gave me life, now show me how to live"
Show Me How To Live
O gosto da cerveja e dos cigarros da noite. O gosto do sereno do caminho de volta. O gosto da luz do nascer do dia enquanto ainda estou de pé.

Os sábados tem cada vez mais sabor de ressaca.

R.

"Não gosto de bar que entra qualquer um...

...Por exemplo o Barzinhoderoquenrouéocaralho Kibosta. Toca rock mas não vai roqueiro louco, sabe?"

Certo, entendi. Você gosta de lugares onde as pessoas sabem fingir muito melhor que têm auto-controle.

Há!

Coitada de você.
Johnny: Ah, legal seu cabelo.
R: É. É que eu não usei chapinha hoje.
J: É sério. Tá tipo "não ligo pra aparência mas tô gostosa mesmo assim".

Obigada Johnny, pelo elogio sutil.

R.

apocalyptic táimhe

Tudo desabando. O mundo, em pedaços, definha diante do mar de seus olhos, olhos bem abertos. Ela então, inocentemente inerte, leva o olhar em direção aos teus olhos.
— Ah... O mundo acabou. Então, vamos tomar um café? Um vinho, talvez?

R.

Bonanza

"Mostre-me a conclusão
Ou traga-me algo pra animar
Meu pobre coração
Que nega-se a pulsar"

E ela disse...

"ainda é cedo".
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Sabe, isso é tão estranho. Estamos na mesma frequência (dizem que isso é física, mas não sei se pefriro acreditar nisso ou na nossa falsa magia).
Esse autoexílio seu só veio a calhar (ou não) pra você. Mas, caso lhe interesse saber, eu havia pensando nisso esses dias. Apenas as razões eram diferentes.
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Às vezes a gente precisa se certificar que ainda está lá dentro, dentro da gente, então vem a ideia do autoexílio.
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De primeira, parece genial. A misantropia pode ser uma prevenção ou apenas uma experiência a mais, uma curiosidade. Prevenção porque pode-se ser pego de surpresa pela solidão, e aí as coisas podem ficar um pouco desorientadoras. Mas também é, de certa maneira, patético achar que a solidão é horripilante. Não é. Afinal, ela é a única acolhedora quando ninguém mais pode lhe suportar.
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Tem também essa da curiosidade: "Ah, vou ficar um pouco sozinho pra ver por quanto tempo eu consigo me aguentar, o que é que eu vou fazer sem ter alguém me olhando, o que é que eu vou pensar ser tem alguém falando. Ditando, mesmo sem querer". E além disso, se você considerar o tipo de gente que o está rodeando há um tempo, não importa quão insuportável você pode ser pra si mesmo, às vezes é melhor ficar só mesmo. Não no meu caso, é claro.
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Admito que, ao cogitar meu autoexílio, um dos meus eus, o mais sincero, me apontou o dedo no meio da cara e me fez enxergar: era pura birra. Não sei bem porquê. Acho que tem a ver com a atenção, com as ligações perdidas, com a displicência que nenhuma aqui pode negar. Bem, poder, pode. Mas não dá pra esconder nada de si mesmo, dá? Esse desapego, no fim, não tem nada de terrível. Ele só me desorienta; eu preciso aprender muitas coisas.
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No fim eu entendi tudo. Eu estava querendo me bastar de novo, porque me surpreendi. Eu não pude ver tão prontamente a necessidade que havia crescido aqui dentro, de fininho, de ter vocês por perto. E às vezes eu acho que eu me sinto mais assim que qualquer uma, pois, apesar de sociável (não por opção, mas por convenção — o que é muito pior) eu não tenho uma vida social. Ou tenho, mas ela é relativa. Eu apenas tenho uma vida e ela fica insossa sem meu saleiro e meu limões.
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Eu estava também tentando ser meio fodinha, tentando fazer outros pensarem que não preciso de ninguém, ou querendo chamar atenção. Eu sei, é ridículo, mas sou eu, e o que posso fazer a respeito? Não posso fazer nada além de repensar algumas atitudes, mas isso também nem é tão louvável. A gente precisa se ver e ser visto como é. Isso me faz muita falta; me ver e ser vista como sou está ficando raro e isso é muito desagradável. É cruel. Percebo que minhas habilidades na dramaturgia vêm crescendo e, apesar de úteis, elas podem ser detestáveis.
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A conclusão à qual cheguei é: não é necessário se isolar pra se conhecer melhor, basta prestar mais atenção. Não repetir as coisas, não fazer sem querer, a menos que seja extremamente necessário. Não fingir porque, no fim das contas, não vão gostar de você, mas do seu estúpido personagem — aí sim, é quando você vai se sentir só no meio de um monte de gente, vai ter os pés fincados na merda. E é foda pra limpar — as pessoas que verdadeiramente importam ainda vão sentir o mau cheiro.
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E toda essa demagogia minha foi só pra reafirmar que Pagu e eu temos pensado as mesmas coisas muito frequentemente, e isso me faz feliz.
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R.

8 de outubro de 2010

Tchau.

Eu sei... Frio demais.
Mas e quando o teu remédio te deixa mal?
Arruma outro?
Viúva negra....



J

Mirror II

Você está começando a parecer louca. A soar insanamente desajustada.

























































Vamos, continue. Estou prestes a entender você.

R.

Desentranhados...

...os medos. Desentranhada a coragem.
Desentranhada a vontade, a falta dela,
a cor, o tom sépia,
a gente, o orgulho,
o tesão, a razão,
a destreza, a habilidade,
a ideia, a inércia,
a complexidade, a simplicidade,
a idade, a verdade.

Ficou uma cicatriz. E só.

Que porra é essa?

R.
Não é seguro. Não para, e os soluços vem. Observo como a sala gira lentamente, ignorando o fato, de que meus pés dançam no tapete, deslizando no mesmo lugar. Até que eu caio. E fico.
Me de sua mão, e me levantarei. Mas peço que as tire do meu pescoço.
Não me jogue no chão de raiva pelo modo como caio.
Não me mate, se for pelo simples motivo de não deixar eu me matar.
Pode cuidar. Mas tire suas mãos de meu pescoço.

Jackie

Clube da Esquina

"Noite chegou outra vez, de novo na esquina. Os homens estão todos, se acham imortais. Dividem a noite, e lua e até solidão.

Neste clube, a gente sozinha se vê pela última vez. À espera do dia, naquela calçada, fugindo de outro lugar perto da noite estou. O rumo encontro nas pedras, encontro de vez um grande país.
Eu espero, espero do fundo da noite chegar, mas agora eu quero tomar suas mãos. Vou buscá-la aonde for, venha até a esquina.
Você não conhece o futuro, que eu tenho nas mãos.
Agora as portas vão todas se fechar. No claro do dia, o novo encontrarei. E no curral D'el Rey
Janelas se abram ao negro do mundo lunar, mas eu não me acho perdido, no fundo da noite partiu minha voz.
Já é hora do corpo vencer a manhã, outro dia já vem e a vida se cansa na esquina. Fugindo, fugindo pra outro lugar."

.

.

.

.

Me lembraram. Saudades de casa. Saudade de vocês.

Estranho... Me torno uma péssima companhia

quando estou sozinha.

J

Ainda me pego tentando entender tudo o que você diz e escreve. Em certos dias, você assume todo o controle da minha atmosfera, como naquela música que diz que "não há melhor perda que me perder em você" e nem "melhor descoberta que me descobrir em você", e que você nem conhece. Passo tempo demais tentando entender qual é a sua, mas a sua e a minha estão numa intersecção, siamesas. Ou pode ser só impressão minha...

Quantas peças tem esse quebra-cabeças? Porque, sinceramente, acho que são peças demais. Não, não acho isso ruim. Não quis dizer "demais" como "mais que suficiente" ou "mais que necessário". Só descobri que não é preciso encaixá-las para amar a todas e cada uma delas. Amar completamente.

É engraçado porque gente normal escreve isso para o amante platônico da escola, pro vizinho de rua, ou do andar de baixo, ou pra ninguém. Mas eu não consigo. E não sei porque. Não sei. Não sei de nada.

E você entendeu tudo errado. Você não está se exilando. Está me exilando.

Cara, não faz isso, não. Tem uma dependente pagã aqui...


Honestamente, não saquei nada.
E você sempre causa a reação contrária à que pretendia.

Preocupação.

R.
Viver já meio desnecessário...

Não, não é depressão. É inércia.

R.

Look Alive, Sunshine


Right outside my wiondow, R.
Venho anunciar que Pagu se indisponibilizará. Será exilada. Há motivos; cada um menos perigoso que o outro.
Ela "anda" produzindo, não para, trouxe hoje, essa manhã, sua cafeteira pra perto, trouxe também o pó, uma colher, água e coadores.
Está passando "O Guardador De Rebanhos" pra folha pela máquina de escrever.
Ela não sushiza desde ontem, mas isso vai se revolucionar.
Importa?


SEJAM ANUNCIADAS TODAS AS DESNECESSARIEDADES DA VIDA!
(só pra vocês, druguinhas, não se preocuparem)
"Eu faço questão de comer, o resto é bônus"

Martiness

Desapego

"Fui levantar, não achei
Um bom motivo pra acordar
Tá tudo bem, não, não há
Com o que se preocupar
É que eu me encontrei com o nada
E acho que meu lugar é aqui

Pra que pular, se não sei
O que quero alcançar
Pra que vencer, se não sei
Quem eu quero derrotar
Eu vou descansar um instante
Até reencontrar meu fim

Eu não vou mais correr
Não vou mais correr
Vou ficar parado com você, meu bem
Não vou mais correr
Nada é pra valer
Vou ficar parado com você, meu bem*

Pra que cavar, se não sei
O que quero encontrar
Pra que correr, se não sei
Bem onde quero chegar
Vou desligar um instante
Até reencontrar meu fim

Não vou tentar
Não vou insistir
Não vou lutar
Já me rendi
Meu desapego é meu sossego, meu botequim"

E no fim, acho que isso aí é minha mais pura inércia.

R.

*Pagu, são nossas coisas no lugar

Como Se Comportar

Graças a Bob Esponja, e ao despertador que eu não ouvi, não fui àquela porra, quero dizer, àquela escola hoje. Graças a Bob Esponja, porque ainda não consegui entender o motivo de eu ter de saber o que é telecinética e dácrons e Rh- e toda aquela merda, quero dizer, aquela... coisa.

Mas até aí, tudo normal, considerando que o normal é desprezível.

O foda é: ainda está por vir o meretrício de cada dia.

É depois das duas da tarde — porque depois das duas da tarde eu sou escraviária, quero dizer, estagiária — que eu começo a me perguntar que porra de mundinho é esse. Que porra de sisteminha barato é esse aqui. Que porra é essa?

Até agora não achei nenhuma resposta que pudesse me convencer de que há males que vêm pra bem. Não, não. Não engulo essa. Há males que vêm pra foder com a sua vida mesmo. O problema real é que eu estou começando a ficar um pouco confusa...

Eu nasci. Aí veio todo mundo me ensinar o que é ser educado, o que é ser profissional. O que é ser humilde, compreensivo, generoso. Paciente, tolerante, correto. O que é ser Moral.

À puta que pariu com a moral.

Não, não precisam me desculpar por isso. À puta que pariu mesmo. Não pedi desculpas porque existem, com essa tal de moral, duas opções (o que é pouco para os seres tão complexos que fazem ou não uso dela).

Opção 1: você usa a moral. Aí você compreende e tolera. Você coopera, ajuda e usa de toda a sua boa educação. Você aceita as convenções (na linguagem vulgar, que se refere a tudo geralmente admitido, aceito) que lhe são enfiadas goela adentro com prazer e usa delas para ser alguém de boa conduta, alguém com etiqueta, profissional. Ingenuamente, você ainda espera que outros façam o mesmo. Por eles mesmos e por você. E é bem aí, nesse exato momento de excesso de credulidade, de carência de malícia, que você vira um grande otário.

Opção 2: você ignora a moral. Aí você passa a acreditar nos próprios princípios — aqueles criados por você, não os herdados (de uns otários, devo acrescentar). Você faz as coisas de acordo com seus preceitos: compreende e tolera menos frequentemente, coopera menos arduamente, ajuda quando lhe apraz e usa da sua boa educação quando acha que deve, mantendo apenas o respeito, que é essencial, certo? Errado. Porque, ingenuamente, você ainda espera que esteja tudo ok. Afinal, ser você mesmo não é assim tão terrível. É um detalhe ínfimo — diferenças, o que há de tão violento nelas? E é bem aí, nesse exato momento de carência de credulidade (nos outros), de excesso de malícia (para os outros), que você vira um grande sacana (também para os outros).

Às vezes, e só às vezes, prefiro a Opção 1 — ela me salva de certas discussões desnecessárias com pessoas ainda mais desnecessárias, pessoas-refugo. Num determinado espaço de tempo, escolho a Opção 2, porque "bonzinho só se fode" e ser moral cansa — executar esse papel é muito exaustivo. Já no resto desse tempo, fico completamente dividida, e acho essa dúvida cruel e estupidamente ridícula.

Que porra é essa?

R.

"Diz pra mim pra mim
O que é ser correto
O que é ser ruim
O que é ser sincero
O que é se conhecer
O que é obedecer
.
Só quero meu sossego
Mas escuto o mundo inteiro dizer
Não, não
Não, não, não
[...]
Sabe lá o que é se comportar
Sabe lá o que é saber medir
Sabe lá o que é saber frear
Saber se controlar
Saber se reprimir
Eu não sei*
[...]
Te peço um pouco de silêncio agora
Bota aquele disco que a gente adora
Só quero meu sossego
Mas escuto o mundo inteiro dizer
Não, não
Não, não, não"
.
Moptop
.
*Infelizmente, eu sei.

7 de outubro de 2010

Próximo Passo:

Descobrir como ser eu sem muitas lesões.

Segundo Pagu, "não importa se a saúde não é de ferro, mas o nervo tem que ser de aço. Sangra, você sabe. E eu prefiro você, como é, sendo, R ser, sempre".

R.
Talvez, minha flor, se você pensar bastante, se concentrar em todo pensamento ligado e em conexão, as partes brancas dos fósforos que tanto gosta, serão essenciais para uma grande implosão circunstancial...Uma implosão forte, quente, teu paladar enfim, sentirá o gosto. É uma casa injusta...Não imagina como dói lembrar dos teus olhinhos molhados, sendo tocados pelo sol que se despedia, assim.

p

Contramão

"Tentou frear
Faltou coragem
Agora é tarde pra voltar
Tentou mentir
É bobagem
É só uma fase, vai passar

O que fazer
Se a contramão
Te persegue, te enlouquece
Provoca, te entorpece
De tesão
De estupidez

Como ajudar
Se a contramão
Se o afago do pecado
Te deixa despojado
De razão
De lucidez

Me pede pra ficar
Me pede pra cuidar de você
Me pede pra ficar
Pra ficar com você

Como é que é
Ser encontrado
Jogado e desmaiado
O orgulho dilacerado
Espalhado pelo chão

Me pede pra ficar
Me pede pra cuidar de você
Me pede pra ficar
Me pede pra cuidar de você
Me pede pra ficar
Pra ficar com você"

Moptop
Cada tijolo é um traço peculiar.

O que acontece se esse traço for da sua imaginação? Se a argamassa for sua idealização?

O castelo rui?

Quer saber? Não pense nisso.

Arrume a mobília, sente-se para um café. Aproveite.

R.
Que culpa que eu tenho?
É só você que eu quero!
As vezes eu amo e construo castelos.
As vezes eu amo tanto, que tiro férias, e embarco num tour pro inferno!

Caju
"We must never be apart

Lovely girl
You're the beauty in my world
Without you there aren't reasons left to find

And I'll pull your crocked teeth
You'l be perfect just like me
You'll be a lover in my bed
And a gun to my head

We must never be apart..."

AvaAdore;SmashingPumpkins
Pequenos prazeres de Monique in the sky with diamonds

- Abrir a caixa de fósforos, e ver só o branco dos palitos
- Entrar na lotação, e ver que o motorista já está prestes a sair
- Sentir o cheiro do xampu no cabelo após o banho
- Pequenas gotas d'água escorrendo nas costas, também após o banho
- Estourar cds velhos no microondas ( não façam isso se não estiverem comigo)
- Perguntar por um filme na locadora e encontra-lo
- Selar cartas
- Desenhar e escrever na parede
- Assistir a três filmes seguidos
- Ler escritos alheios
- Saber que quando estou chegando em casa, também tem alguém chegando por ai
- Olhar no espelho e saber que eu sou de verdade, e não meu plano paralelo
- Palavras com acentos que não são mais utilizados
- Saber que só eu tenho o peito saltado por causa da bronquite
- Amarrar cordas velhas de violão no puxador da janela
- Passar creme
- Lavar as mãos assim que chegar em casa
- Fazer mala para viagem
- Listas

vem de cima

Veio lentamente, me roçando a pele. Me esfriou, me chamou. Se não a conhecesse bem, me sobressaltaria tão genuinamente — quem sabe? Poderia ser um espectro qualquer, já que somos tão reais quanto qualquer fantasma —, mas não. Não, porque pouca coisa me faz tão bem quanto a acidez que vem de cima.

R.
Estou construindo um castelo de cartas, com a janela do quarto entreaberta. E eu que por tantas vezes construi na areia, no cimento, no tijolo. As cartas sobem no pesar de minhas mãos. A cada às de espada fica mais frágil, são baralhos e baralhos inteiros para mante-lo. As vezes esbarro em algumas cartas do topo e elas caem, dançando como folhas secas até o chão. Já pensei em cola-las todas. Ficaria imutável e denso. Preferi deixa-lo com sua leveza intensa. As vezes percebo ter perdido uma carta importate, e tenho que repor de outro monte...Remendos e remendos se fazem em pé, a ponto de quase poder tocar o céu. As vezes seu papel me corta por entre os dedos, assim aparecem o sangue e as lágrimas que percorrem seus caminhos como se nada tivesse acontecido, uma beleza incomparávelmente dolorosa. Um dia, chegando no topo percebi que nenhum de meus baralhos continham seus devidos coringas. Acho que é por isso que o castelo cresceu e cresceu, e nunca ficou pronto. Pronto apenas para ser levado pela brisa inesperada que pode entrar feroz pela janela marrom.

Caju
vai chover de novo, deu na tv que o povo (não) se cansou, de tanto o céu desabar, e pede a um santo daqui, que reza a ajuda de deus, mas nada pode fazer, se a chuva quer é trazer você pra mim. Vem cá que ta me dando uma vontade de chorar, não faz assim, não vá pra lá, meu coração, vai se entregar a tempestade. Quem é você pra me chamar aqui, se nada aconteceu? Me diz, foi só o amor ou o medo de ficar sozinho outra vez? Cade aquela outra mulher? Você me parecia tão bem, a chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar. Quem foi que te ensinou a rezar? Que santo vai brigar por você? Que povo aprova o que você fez? Devolve aquela minha tv que eu vou de vez. Não há porque chorar por um amor que já morreu, deixa pra lá, eu vou, adeus. Meu coração já se cansou de falsidade. {SantaChuva,LosHermanos}


Caju foi abaixar-se na chuva, ela sarou, ela sarou, como é bom sarar... Pagu sente vontade de cantar essa música quando a chuva cai...

Chuva como chuva, há de se imaginar água, mas não tem pingo, nem "i"; ainda bem, deixa a chuva passar, deixa o coração enxaguar, deixa a alma dos olhos se achar...

p

mirror

R: why so sad?
R: my life is not the way i wanted it to be.
R: well, live it the way you want to...
R: fuck. you are me. how come you don't understand yourself and know you are too busy weeping about how your life is not the way you wanted to live it the way you want to? go digg something.
R: yeah, i'll digg something. maybe your brain.

3 de outubro de 2010

M

Ola. Você esta aí? Porque não me responde? Parece que me deixas. Parece que te abandonei a muito tempo. Hey! Porque simplesmente não senta ao meu lado e me conta do teu dia. Vamos lá. Só um pouco. Fique um pouco comigo e me conforte. Me mantenha aconchegada e quente. Pois sempre serei teu bebe. Então fique um pouco mais, no meu coração. Me responda, não me enrole. Não engulo mais tua baboseira, tuas desculpas, tua preocupação. Isso não é cuidar. Como um ciclo, você se torna ela e me leva junto. Não vê? A cada esforço a vontade diminue, até sumir. E como você adora repetir. Eu estou sumindo. Então porque não faz algo? Não quero que faça. Não há o que fazer. A merda esta feita. E você se tornou a grande figura assustadora que uma hora me sufoca com um abraço apertado, de quem só esta cuidando do que ama. Devem ser os numeros. Depois tanto fez tanto faz. Mas me diz, porque se é preciso ficar tão alto?


J.
Quero viver.
Quero viver minha vida.
E só a minha.
E que eu viva,
só enquanto ela durar.
Não é suicídio.
É só auto preservação.

Part of "The Umbrella Academy", by G. Bá and G. Way



R, lovin' it.

half a pint of coffe+almost 20 cigarrettes

Acho que vou morrer um pouco cedo demais.

R.
Sem ser lida, sem ler.

P

Watch "Na Na Na", by MCR













"Love
Gimme love
Gimme love
I don't need it
But I'll take
What I want
From your heart
And I'll keep it
In a bag
In a box
Put and X
On the floor
Gimme more
Gimme more
Gimme more
Shut up and
Sing it with me"

R.
Não sei nada sobre o cara. Bem, ele quebrou um par de óculos como os do Tyler... Tem um maxilar deslumbrante. E o acho totalmente decadente. Por que motivo? Bom... Entrei no meu pequenino mensageiro e lá estava um recado do cara:

"Chupando rola em troca de pó"

E se for verdade? Não duvido muito...

R.
O ineditismo não existe. Entenda: o inédito também acabou virando onda...

R.

2 de outubro de 2010

"I know I'm a liar
If she ever tries to fucking leave again
I'mma tie her to the bed
And set this house on fire"
"Open up your eyelids, let your demons run..."

"Ei, minha paixão, tá pisando na água..."

Eu estava andando com o Jose. Já estava claro e, pela segunda vez, vi uma Jackie entrar num ônibus às quatro. Os pássaros cantavam; eu mal podia lembrar de como alcançar meu bolso e não enxergava as teclas do celular. Enquanto algumas pessoas, ou quase todas elas, estavam — ou prefeririam estar — dormindo, eu estava acordando, já acordada, ouvindo Aya e os pássaros, fumando um cigarro que ganhei daquele cara, o Johnny, que foi pra casa com a amiga da anti-Jackie junto com o cara das unhas grotescas, quando eu jurava que eu era uma melhor opção, mas a gente nunca pode ter certeza dessas coisas. Eu estava acordada por seguir o conselho de R e não misturar cevada e jose com anti-bichisse, lembrando de alguém ter-me dito "ou fuma ou bebe" e de eu não ter dado a menor atenção. Eu estava acordada sentindo o gosto e o gasto da coca-cola. Eu estava acordada olhando as coisas subirem enquanto dia nascia feliz sem que eu tivesse dormido.


R.
— O que tá olhando?
— O dia. Boa noite.

R.